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May 09 Desventuras em Série... o dia que não acabouLembra aquele episódio do dia em que tudo deu errado na volta do Rio de Janeiro? Poizé... esse dia insiste em me assombrar. Chegou uma multa daquele dia. Dirigindo rápido na madrugada tomei uma multa de excesso de velocidade. Ainda abro o mapa astral daquele dia pra ver o que proporcionou tantas complicações. Mas não guardo mágoa. Afinal, coisas piores poderiam ter acontecido... foram apenas chateações de um dia do qual eu pude até rir. April 30 O CHAMADO - Oriah Mountain DreamerO CHAMADO Eu tenho ouvido toda a minha vida Uma voz chamando meu nome que eu reconhecia como minha propria voz. Às vezes ela vem como um suave sussurro. Às vezes com uma ponta de urgência. Mas sempre diz: Acorde, meu amor, você está caminhando adormecido. Não á segurança nisto! Lembre-se do que você é e deixe este conhecimento levar você para casa e para o ser amado a cada respiração. Abrace carinhosamente quem você é e deixe um conhecimento mais profundo colorir a forma de sua humanidade. Não há para onde ir. O que você procura está aqui. Abra o punho cerrado no querer e veja o que você já segura em sua mão. Não há espera para algo acontecer, nenhum ponto no fururo para onde ir. Tudo que você sempre esperou está aqui neste momento, agora. Você está vestindo a si mesmo com toda esta busca. Venha para casa e descanse. O quanto mais você pode viver assim? Seu espirito magro está exausto, seu coração tropeça. Todo este tentar. Desista! Deixe você ser um Deus-Louco, com fé apenas na Beleza que você é. Deixe que o amante te deixe de pé e abrace-o perto, dançando mesmo quando o medo te pressiona a ficar sentado desta vez. Lembre-se há uma palavra que você está aqui para pronunciar com seu ser inteiro. Quando ela o encontrar, dê sua vida a ela. Não contenha seus lábios. Dedique-se completamente a este dizer. Seja uma palavra no grande poema de amor que estamos escrevendo juntos. Oriah Mountain Dreamer. (Tradução minha, com alguns escorregões, provavelmente) March 15 Desventuras em Série...Olá, agora são 2:51 e como estou com tempo (já explico porque) vou contar para vocês as aventuras de hoje. Eu tinha de ir ao rio no primeiro voo, que sai às 6:35... com receio de perder o voo, acordei sozinho às 3:40 da manhã sem sono. Decidi dar uma arrumada no apartamento e me preparar com calma. Saio 4:30, passo no hospital do cancer para aproveitar o pouco transito e devolver uns livros que estavam comigo para uma amiga que estava de plantão. Me perco no caminho, mas não chego a perder muito tempo. Tento fazer o checkin na varig e descubro que a minha passagem é da gol (Confundi com o nome da agencia, lendo agora, vejo que estava com sono quando anotei os dados). No aeroporto e no cliente as coisas seguem tranquilas. Resolvi os problemas principais e trouxe algumas atividades como lição de casa. Tudo tranquilo, saimos às 4:50 em direção ao aeroporto... começa a epopéia do retorno para casa. Na linha amarela (ou vermelha, não me lembro) um congestionamento incomum segundo Sergio, que me levava, já me deixou um pouco tenso pela possibilidade de perder o voo. Chego no aeroporto, faço o checkin (desta vez acerto o guiche da gol de primeira) mas sou informado de atraso pelas chuvas em SP. Dou sorte, consigo um lugar pra me sentar. Abro o notebook e começo a adiantar algumas coisas, responder uns e-mails, deletar outros. De 90 itens sobraram 11. Já são 8 da noite e nada. Um executivo ao meu lado comenta das chuvas fortes e dos 160 km de congestionamento na cidade. Que saco, ainda vou pegar transito? Começo a assistir dois filmes, episódios que baixei da internet de "My name is Earl" (gosto muito desta série... muito inteligente e bem humorada, vez por outra surpreende pela beleza de alguns gestos humanos). A bateria acaba, são 9:30 da noite, cadê o raio do avião? Como um lanche, leio uma revista. 10 horas e nada. Mando e recebo torpedos, uma forma de estar perto das pessoas. Logo hoje que eu tinha um encontro especial me acontece uma dessas! Vou no balcão, um rapaz conta que o meu avião ainda estava em SP. Às 11 da noite anunciam que o avião estava a caminho, pouco depois anunciam que a aeronave tinha pousado. As pessoas formam uma fila, como se isso pudesse acelerar o processo de alguma forma. Minutos depois começa o embarque. Contam que vamos esperar ainda 40 minutos para decolar, que os avioes estavam sendo liberados a cada 15 minutos e haviam 3 na nossa frente. Resultado: mais uma hora de espera, desta vez nos confortáveis e amplos assentos do avião, com a mordomia de beber agua em temperatura ambiente. Minha paciência se esgota, mas ao inves de ficar bravo, fico apontando as situações ridiculas: as pessoas cercando as comissárias como se elas fossem influenciar a malha aerea, a moça que vem pisando duto com seus fones de ouvido perguntando quem é o supervisor. "Senhoras e senhorres, em caso de atraso narizes de palhaço se desprenderão automaticamente do teto" Opa! Acha que não dá pra piorar? Avisaram que o vôo ia seguir para guarulhos. Quer dizer, além do atraso no voo, mais uma hora rodando em um onibus. Alguns passageiros decidem ficar e seguir de manhã... então tivemos de esperar o desembarque e a retirada da bagagem. Bem, quem tem pressa mesmo? Decolamos 0:15... estou numa poltrona proximo a pessoas com senso de humor, que permitiu ainda muitas risadas e piadas. De certa forma me senti naquele comercial... "Gilberto queria voltar no horário, mas se contentou em vir seis horas depois ganhando duas barrinhas de cereal a mais" e corta pra mim, que sorrio e digo (de boca cheia das barrinhas) "thugo bvem! " (pausa na narrativa, eu dei um cochilo, faço uma viagem de taxi...) Bão. chegamos 1 e pouco da manhã em guarulhos, pegamos o onibus para congonhas. Descobri que um senhor muito educado e divertido do banco de trás mora perto da vila madalena e a moça ao meu lado na cerro corá. Ela está sem carro. Ambos oferecemos carona. Ela prefere ir de taxi. Conversamos e rimos mais um pouco, no clima "Tudo bem!" do comercial. Chegamos em congonhas sendo recepcionado por umas vinte pessoas se acotovelando na porta do onibus. Parecia que eles queriam subiir, ou nos entrevistar... eram taxistas, mesmo dizendo a uns 10 que eu ia pegar meu carro, insistiam em assediar. Fico pensando na moça da Cerro Corá sendo puxada como um cabo de guerra pelos taxistas. Pego o ticket do meu carro. O tempo para quando eu leio "Abertos das 5 às 23 horas". Agora eu penso que estou numa pegadinha, olho pra um lado, olho pro outro e não vejo a camera. Disparo atrás do senhor do banco de tras, pra pegar uma carona. Alcanço ele, que concorda gentilmente em me ajudar. Vamos para o estacionamento do aeroporto. Piso G4, setor 8. Cadê o carro?!? Não dá pra acreditar. Damos uma olhada em volta. Aperta o botão do alarme. Eu até ouço um fraco "bmip! bmip!"... esse som de buzina abafada era o equivalente automotivo aos pedidos de socorro dos filmes de terror. O mocinho está lá e ouve "help meeee" sussurrado na brisa. Olhei em volta para ver se enxergava o carro preso no reflexo de um espelho. Nada do carro, damos uma olhada no piso G3 e até no G2. Não acredito que a novela ainda se estende... aflito, Wladimir, o senhor que me ofereceu carona, procura um funcionário. Ele pergunta "Quantas rampas o Sr. desceu?". Surge a possibilidade de que o carro estivesse no G5. Descemos e encontramos o carro, vindo do espelho, o encantamento quebrado. Vamos conversando pelo caminho, fico sabendo que Wladimir cuida de 5 circos e tem como assistentes os filhos do beto carreiro. Coisa interessante essa, ter um supervisor pros filhos. Pego o cartão dele ao descer, quem sabe quando tiver filhos tenha condição de contratar um supervisor, que ainda tem capacidade de administrar mais 5 circos? Chego em casa, acabou o dia sem fim. Apalpo os bolsos, para pegar a chave de casa. Lembrei que a chave fica junto com a chave do carro... que está no estacionamento que abre as 5. Olhei em volta, se tivessem cameras eu ajoelhava chorando e berrando aos céus "porquêêê... PORQUÊÊÊ!!!!". Não tinha cameras. Sentei numa poltrona às 2:51, abro o notebook e começo a escrever este texto até pegar no sono... Desperto 4:40, pego um taxi (a pausa ali de cima) vou pra congonhas. Chego às 5:00, depois de um cochilo curto no taxi, 38 reais a menos. O estacionamento... fechado. Sento com meu melhor olhar de cachorro com fome e espero até as 5:35 quando chega o pessoal. Dirijo para casa, entro cuidadosamente para que não caia um meteoro ou um pedaço do teto na minha cabeça e vou dormir, deixando o celular no esquema para me despertar 7:40... são 6 da manhã agora e todo o sono que tive foram cochilos no voo e no onibus. Ainda assim acordo antes do despertador, 7:30. Tomo um banho, dedico mais uns 15 minutos a terminar este relato. Moral da história: o barato sai caro, tanto pela passagem da Gol (ok, eles não tem culpa da chuva) quanto por pegar um estacionamento que fecha (embora eu nunca imaginasse que fosse chegar com 7 horas de atraso). Outra moral da história: acho que cheguei ao nirvana ou samadhi, porque não fiquei puto da vida em nenhum momento. E moral da história final: que bom ter amigos para trocar mensagens, torpedos ou a capacidade de se relacionar com novas pessoas. É isso, fico por aqui na falta de um desfecho mais engraçado... até porque não quero que coisas engraçadas me aconteçam tão cedo. Abraços. Gilberto. March 07 Viver não dói...VIVER NÃO DÓI... (Carlos Drummond de Andrade )
Porque automaticamente esquecemos Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco , Sofremos não porque nosso time perdeu , mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos , mas porque o futuro está Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: A cada dia que vivo, A dor é inevitável.
February 22 BLOCO JUCA TELES (1985)Chegaram
as cotias do sertão,trazendo notícias, confusão lançando dardos tanto quanto o carnaval e que ninguém se lixe e nem se irrite nem nos leve a mal (ô ô ô ô ô) e nem nos leve a mal TEM QUE GRITAR (Ô Ô) TEM QUE MOSTRAR (Ô Ô) TEM QUE CANTAR (Ô Ô) TEM QUE CANTAR JUCA TELES AMORA EM FLOR BOCA DO POVO SÃO PALAVRAS DE AMOR February 21 Carnaval em São Luis do ParaitingaDando continuidade ao ano das viagens, fui neste carnaval para São Luis do Paraitinga. Fantástico! Um lugar bacana com milhares de pessoas em alto astral. A cidade toda se mobiliza para receber os foliões. Uma rua de entrada e uma de saída controlam bem o fluxo de pessoas, reduzindo os riscos de arrastões e outros problemas que podem surgir quando muita gente se reune. Poucas brigas, ambiente de festa, muitas figuras divertidas fantasiadas por lá. Tirei mais de 600 fotos, entre fotos da galera com quem eu fui, da cidade, do sitio, das figuras, dos bonecos e das multidões. Aos poucos vou colocando as fotos no ar, junto com as minhas reflexões filosóficas e antropológicas. Fui com uma turma do trabalho da minha irmã, pessoas legais e animadas mas que, por alguma razão, não se integraram 100%. A gente ficou numa casa pequena, esquema acampamento, com colchões no chão e muita cerveja (pra mim não foi muita vantagem, já que não costumo beber). Conheci outras galeras que foram pra lá, além de conhecer várias outras pessoas. Ano que vem estarei lá novamente. February 12 Rafting em BrotasEste está sendo o ano das viagens. Comecei com a ida pro sul e agora veio a viagem pra brotas.
A gente demorou um pouco pra sair de SP... atrasa um daqui, busca outro acolá. A propria saida teve seus momentos de comédia.
Chegamos lá de madrugada. Eu como sou bom de cama, fui dormir rapidinho, enquanto os outros ainda tiveram pique pra conversar e jogar truco.
No dia seguinte, curtimos piscina com direito a polo aquatico com uma bola que parecia uma bexiga. O equivalente aquatico do futebol com bola de meia (tem várias fotos do momento piscina).
Seguimos para o rio, que estava mais cheio do que de costume. Nivel 4 pra mais (em rafting o nivel de dificuldade vai de 1 a 6) então tivemos de remar bastante. Do barco onde eu estava ninguem caiu, mas alguns não tiveram tanta sorte e deram uns mergulhos forçados. As duas horas mais velozes que já vivi, passam em um instante.
Eu percebi que estava super sério na experiência, acho que esse lance de risco me leva para uma dimensão de concentração. Tanto que o instrutor várias vezes me lembrou de remar com menos força e guardar energia para os momentos de maior necessidade. Acho que levo jeito pra esse negócio, é só dominar a técnica de usar o remo como uma alavanca e pronto.
Voltamos para a pousada, cansados e felizes. Jantamos em um restaurante bem legal (ambiente, qualidade de comida, quantidade e preço bom). E seguimos para casa onde capotamos.
Dia seguinte o grupo se divide. Alguns vão pra cachoeira outros (eu neste segundo grupo) ficaram curtindo a preguiça de domingo. Fomos almoçar e descer a tirolesa. Era bem alta e extensa (eu nunca tinha descido em tirolesa também) mas depois do rafting, pareceu fichinha.
Seguimos para SP no gás, cheguei muito cansado e acordei todo dolorido na manhã seguinte, mas com o espirito totalmente descansado.
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Gilberto |
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